Isto é um bilhete de suicídio. Vou
embora antes que eles me peguem, e só deus sabe o que eles poderiam fazer
comigo. Se só eu que percebi tudo, ou se só eu que existo, eu nunca vou ficar
sabendo. Tá difícil manter a calma agora, mas nada importa mais. O que me
provou que eu tô certo, que é tudo mentira e que qualquer um que ler isto aqui
pode perceber (se for real) é que era tudo CERTO DEMAIS. Talvez não faça
sentido agora, mas. Minhas mãos tão suando. Enfim, que merda de mundo é esse
onde tudo tem explicação? Sempre, sempre SEMPRE SEMPRE SEMPRESEMPRESEMPRE.
Eles EXISTEM. São os paranthropoi que
eu mencionei nos meus textos. Eles vêm e trocam alguém por uma cópia exatamente
igual, com as mesmas memórias. Não sei por quê, minerais, água, informação. MAS
SÃO DIFERENTES. Mexem nos livros, trocam as letras de lugar. Quando eu tive
coragem de falar disso pro meu irmão, ele disse que era loucura da minha
cabeça. Que outros já tinham falado disso, e que era coisa de louco. CLARO! Se
é coisa de louco, eu sou louco só por pensar nisso!
Pesquisas. Anos. ANOS. Eu juntei tudo.
Gente que aparece e some, e. Eu pesquisei por SÉCULOS: Doppelgängers. Abduções.
Elfos. Luzes no céu. The Wild Hunt. E ELE ME DISSE QUE JÁ TINHAM FEITO ISSO! Eu
vi no Google: Jacques Vallée, Passport to Magonia. “Tudo o mesmo fenômeno”. NÃO
É MUITA COINCIDÊNCIA?????? Não será porque eles ALTERAM A
REALIDADE???????????????
DUVIDEM DUVIDEM DUVIDEM DUVIDEM
DUVIDEM.
Eles vão me pegar mudar o que eu
escrevi QUEIMAR
Bilhete de
suicídio de Daniel P. Hockenheimer, 25 anos, escrito aparentemente às pressas
minutos antes de sua morte, resultado de uma intoxicação por monóxido de
carbono na garagem de sua casa. Espalhados por toda a residência, os policiais
encontraram papéis contendo divagações, desenhos, imagens astronômicas e
estranhos símbolos. Alguns jornais sensacionalistas chegaram a incluir na nota
de falecimento informações falsas relacionadas à saúde mental e à suposta
religião do rapaz.
De todo modo,
as autoridades consideraram de bom tom destruir a maior parte do trabalho do
jovem, sob a justificativa de evitar suscitar um pânico infundado em “elementos
sugestionáveis”. Um policial, cuja identidade evidentemente deve ser
preservada, chegou a comentar, em caráter privado, que “tem muito maluco por aí
que enlouqueceria com essa merda. Com todo o respeito, não tem por que levar a
sério um sujeito desses”.
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